A Saga Crepúsculo: Lua Nova

O Feijoada viu e não entendeu nada. Motivo? É filme de fã e de menina (sem preconceito, mas é a verdade).

Por Zé Honorato

Bella Swan está devastada com a partida repentina de seu namorado, Edward Cullen, após um incidente durante sua festa de aniversário. Mas seu espírito é reanimado pela crescente amizade com Jacob Black. De repente, ela se vê atraída pelo mundo dos lobisomens, inimigos ancestrais dos vampiros, e vê sua lealdade e sua verdadeira paixão, sendo testada.

Isto, e exatamente isto caro leitor, é tudo o que eu consigo entender dos mais de 120 minutos de “A Saga Crepúsculo: Lua Nova” (Twilight Saga: New Moon no original). Querer que eu vá além desta sinopse afim de expressar dissertações mais profundas e filosóficas sobre as nuances da história e conjunto da obra é exigir demais de mim, aliás é mais do que isso, querer o além da minha pessoa, é uma grande sacanagem. Isso porque essa semana eu descobri que odeio Crepúsculo.

E não é um ódio comum é um ódio de verdade. Tanto que eu preferiria assistir mil vezes a “sextologia” Jogos Mortais ou assistir por três anos direto todas as segundas-feiras o Programa da Hebe do que voltar a ver Crepúsculo. E não é que eu seja um “anti-Twilight Saga”, ou tenha uma inveja reprimida (disfarçada de raiva) dos atores que são os “totózinhos” do público “infanto-feminino“, não. O problema é que “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”, é um filme anti-homem, no excesso de takes que dicipam nossa atenção.

Acompanhe comigo: Uma história de amor que transcende barreiras digamos, “sociais” para unir dois corações, uma paixão além da vida (se levar em consideração que um deles já foi pro saco) que supera até a morte (além da vida é obvio que supera a morte), um monte de cara sarado que aparece do nada sem camisa e insiste em não sumir rápido da tela e por último mas não menos desempolgante, uma “ação” que mais parece uma coreografia de alguma novela das oito e que dá o tom pega para acaba do filme (se é que ele existe). Diante disso responda com sinceridade. Tem algum jeito de um homem gostar desse tipo filme?

Algum homem pode gostar desse tipo de filme?

Tá certo, eu sei. Agora mesmo você, garotinha viciada em Crepúsculo deve estar dizendo: “Eu tenho um amigo que gosta de Crepúsculo! Ele assistiu ao um comigo e vamos assistir ao dois também seu idiota!”. Bem deixe-me dizer uma coisa sobre seu tal amigo…das duas uma, ou ele é viado (sem ofensa a quem é), ou ele só tá afim de te comer. Do contrário suspeite das atitudes do sujeito. Não é que o filme é ruim (há controversas), mas neste feriadão se eu fosse você, ficaria dormindo ou acompanharia a “Semana do Cinema Brasileiro” que começa amanhã.

Tudo isso porque “A Saga Crepúsculo: Lua Nova” é filme de fã. Onde caso você seja um e já conheça a história, já tenha lido os livros ou feito tudo o que os fãs da saga fazem, acredito que você não só vai adorar como vai suspirar, se apaixonar, fantasiar e fazer muitas “cozitás más” ao embarcar na história, afinal é isso que eu faria caso tivesse nascido menina e estivesse com 15 anos atualmente. E claro, não nos esqueçamos que opinião e bunda, cada um tem a sua e não é educado mexer na dos outros sem permissão. Então fãs da série, esqueçam tudo o que vocês leram, e ao invés de ir chorar no quarto ouvindo Fresno, corram para o YouTube procurar vídeos do longa. Depois, corram para o cinema e não percam um take do Robert Pattison e… Até a próxima. Jesus ama vocês.

Uma resposta para “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”

  1. [...] sobre cinema no que diz respeito a “grandes” lançamentos, vulgo blockbusters. Com a soltura de “A Saga Crepúsculo – Lua Nova” (que inclusive se tornou a terceira maior estréia dos cinemas, atrás de Batman: O Cavaleiro das [...]

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